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Prefeitura de Praia Grande não vai assumir o Hospital Irmã Dulce

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A Prefeitura de Praia Grande não vê possibilidade de assumir a administração do Hospital Irmã Dulce como querem alguns vereadores e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Adriano Roberto Lopes da Silva ‘Pixoxó, que acreditam que o complexo, terceirizado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), não estaria trazendo resultados satisfatórios.

Ontem, em resposta à reportagem publicada ontem, a Prefeitura explicou que produziu, através de processo administrativo que trata de seleção pública do complexo, uma análise que mostra as vantagens econômicas entre uma gestão compartilhada em comparação com a gestão da administração direta. O estudo foi promovido por uma Comissão Especial de profissionais utilizando diretrizes metodológicas de pesquisa existentes em modelos em âmbito estadual e regional.

O parecer final conclusivo, endossado pelas divisões de Auditoria e de Contratos e Convênios da Prefeitura, entendeu ser vantajoso para Cidade a gestão compartilhada levando em conta pontos relevantes como: eficiência alocativa dos leitos hospitalares, melhor perfil assistencial para o atendimento de casos mais graves ou que demandem ações mais onerosas, menores taxa de mortalidade, custo comparativo de equipamentos hospitalares e análise do cenário regional.

Também menores custos dos recursos humanos, pois a Administração não poderia absorver os funcionários por conta do limite prudencial da folha de pagamento atendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal e capital humano altamente especializado frente à capacidade da administração direta,.

“Cabe informar ainda que a Administração tem adotado diversas medidas para aprimorar os serviços e atendimentos prestados aos munícipes e turistas pelo Hospital. Entre as ações, destaque para atuação, durante todos os dias da semana 24 horas, de uma comissão da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) local no Hospital para verificação dos serviços, aperfeiçoamento dos fluxos, acolhimento da população e interface com a direção da unidade”, informa a Prefeitura.

A Prefeitura lembra ainda que o primeiro ato da prefeita Raquel Chini após ter assumido o cargo foi assinar uma ordem de serviço para verificação da atuação da SPDM e determinar melhora no serviço emergencial e na assistência hospitalar do Município.

“A partir daí, ocorreu ainda a criação de uma comissão intersetorial formada para análise minuciosa dos aportes financeiros solicitados pela SPDM. Convém mencionar que os repasses efetuados pela Prefeitura seguem sendo efetuados antes da data prevista em contrato”, explica.

REFERÊNCIA.

A Prefeitura garante que Hospital é referência regional e responsável por cerca de 50% de todos os atendimentos hospitalares em leitos disponibilizados pelo Governo do Estado na Baixada Santista. E isso vem ocorrendo ao longo dos últimos anos. Por ano, são efetuadas 11 mil internações na unidade.

“O Hospital atua como referência regional em trauma e neurocirurgia no atendimento de pacientes de média e alta complexidade e o objetivo é aumentar também a complexidade dos procedimentos efetuados e as especialidades oferecidas”, completa.

Finalizando, a Prefeitura alerta sobre inúmeros investimentos sendo que, somente em dezembro último, inaugurou mais 47 leitos clínicos, que já estão em operação e são totalmente equipados com camas motorizadas e itens de última geração, além de serem climatizados.

Os novos espaços têm papel importante na ampliação dos atendimentos do Pronto-socorro, além de auxílio aos hospitais da região, uma vez que o HMID atende pacientes de toda a Baixada Santista. “Seguem em ritmo acelerado as obras de mais 53 leitos e que serão finalizadas ainda em 2021”. 

Fonte: Diário do Litoral

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