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Relatório do Ecad mostra que registro de compositoras aumentou na última década

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Uma pesquisa inédita do Ecad -Escritório Central de Arrecadação e Distribuição- revela que o número de mulheres brasileiras compositoras aumentou bastante na última década. A maior parte do valores distribuídos de direitos autorais de música, no entanto, ainda é destinada aos homens.

Esta é a primeira vez que o grupo, responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais do setor, divulga dados comparativos dos gêneros feminino e masculino.

O estudo usou como base a quantidade ativa de titulares de pessoa física cadastrada na gestão coletiva -composta por sete associações-, apta a receber rendimentos por execução pública de obras musicais.

Nos casos de titulares sem gênero identificado -a informação é opcional-, o Ecad fez um cruzamento de dados com o Ibge, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em 2010, o Brasil tinha cerca de 23 mil mulheres compositoras. Já em 2020, o país registrou mais de 365 mil autorias femininas, o que representa um aumento de 1.474% na década. Além disso, a quantidade de artistas mulheres também teve um aumento expressivo, de 275%, como mostra o relatório.

“Isso tudo é um reflexo de termos cada vez mais mulheres no mercado de trabalho, o que é ótimo”, disse Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad, à Folha. “Mas também é importante ter em mente que o cadastro [no Ecad] não significa, necessariamente, um faturamento maior. Tudo depende da execução pública da obra.”

Se por um lado as mulheres estão ganhando mais espaço no cenário musical brasileiro, por outro a mudança caminha a passos lentos.

No ano passado, por exemplo, o Ecad distribuiu cerca de R$ 947,9 milhões para 263 mil titulares –autores, intérpretes, músicos acompanhantes, produtores fonográficos e/ou editores– e associações. Das pessoas físicas que receberam o rendimento, apenas 7,1% são mulheres, enquanto 92,6% são homens.

Entre os cem compositores com maior arrecadação em direitos autorais em 2020, há apenas duas mulheres. Os nomes dos artistas não são revelados por medidas de sigilo.

Quando olhamos para este mesmo ranking nos últimos cinco anos, vemos ainda que a média de participação feminina foi de apenas 4%, de acordo com a pesquisa.

Somente 14% das 300 mil músicas mais tocadas nos últimos anos têm mulheres entre os autores. O dado também considera os maiores lucros por execução em rádio, casas de show, apresentações ao vivo, festas populares e sonorização ambientada.

Entre as músicas, o gênero musical de maior destaque é o sertanejo, o que não surpreende tendo em vista sua expansão nos últimos anos.
A artista Waleria Leão aparece na oitava posição, por “50 Reais”, ao lado de outros quatro autores, dos quais três são masculinos. O hit foi lançado em 2016 pela cantora Naiara Azevedo.

Assim como Leão, outras mulheres aparecem no ranking com parcerias masculinas. Os homens são a grande maioria dos autores da lista, até mesmo quando as letras são mais volatadas ao público feminino.

Em entrevista à Folha, em 2019, Leão disse que desde a composição de “50 Reais” passou a fazer “música feminina”, apesar de seus maiores sucessos serem cantados por homens. “Agrado a mulher, só que na voz do homem. Tipo assim [canta ‘Delicinha’, que ela fez para Gabriel Gava]: ‘Delicinha, volta para a vida minha’.”

Grandes hits feministas, aliás, têm composições inteiramente masculinas, como é o caso de “Deus Há de Ser”, cantada por Elza Soares, “Mina”, da Negra Li, e “Não Sou Obrigada”, da Pocah.

Já em uma amostra com mais de 12 milhões de obras registradas até 2020, é possível notar na pesquisa do Ecad que a participação feminina representa pouco mais de 10%, o que revela uma queda de 8% em relação à última década. O motivo é, provavelmente, o crescimento do número geral de cadastros neste período, que também teria aumentado a participação masculina, de acordo com estimativas da assessoria do Ecad.

Fonte: Folha Press

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