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Shows online: Cantor Santista apresentar seu primeiro álbum da carreira

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Com 16 anos de carreira, o cantor santista Conrado Pouza fará uma série de seis apresentações online de pré-lançamento do CD ‘Eu vou fazer qualquer negócio pra sair do ócio’. Trata-se de um trabalho aguardado há muito tempo pelo público do litoral paulista, que ele conquistou com suas interpretações e carisma, nos palcos de bares e casas noturnas. Seu principal instrumento é o violão, com o qual criou um estilo bem marcante de cantar.

Para celebrar esse momento especial que marca a trajetória de todo artista, o intérprete, que é muito querido principalmente na Baixada Santista, fará o primeiro espetáculo, projeto contemplado recentemente com recursos da ProAC Expresso Lei Aldir Blanc, nesta sexta (12), a partir das 20 horas, nos canais de Youtube e de Facebook da BR Cultural, responsável pela produção.  
 
Arrebatado por um sentimento forte, Conrado, de 41 anos, segue em êxtase com a materialização deste consistente trabalho e das apresentações que fará acompanhado do violonista, cantor e compositor Bruno de La Rosa, responsável pela direção musical do álbum.   

“Nem acreditava mais que eu gravaria. Finalmente saiu o álbum, que teve verba de um edital da Facult (Fundo de Assistência à Cultura), da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de Santos. Acho muito importante uma obra registrada e física, para que todos recordem de mim algum dia, mesmo quando eu me for. É a concretização de um trabalho que eu construí nesse tempo todo e que, se não fizesse, talvez, eu fosse ficar esquecido.”  

Ele disse que o resultado é maravilhoso e acredita que causará surpresa no público. “Acho que será surpreendente para a galera que me acompanha, bem diferente dos barzinhos, mas vão ver o Conrado lá. O Bruno extraiu de minha alma um lado singelo e outro chocante. É um trabalho que amo de paixão. Espero que o público fique feliz em saber que eu finalmente lancei o primeiro CD e que é um trabalho consistente e muito elaborado. ”  

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No CD com 10 faixas, o público terá a oportunidade de ouvir Ladainha (Bruno De La Rosa, Leopoldina e Marcos Alma), Ócio (Bruno De La Rosa e Tata Alves), Menina amanhã de manhã (Tom Zé e Perna Fróes), Som de pé (Bruno Conde e Bruno Khol), Lea (Gabi Buarque), Mortal loucura (José Miguel Wisnik e Gregório de Matos), Samboa (Beto Berman), Bicho de sete cabeças (Geraldo Azevedo/Zé Ramalho/Renato Rocha) entre outras.      

O álbum tem ainda Menino da Rua, única composição de Conrado, que ele tem um carinho especial pela letra. Foi escrita em 1997 e ainda mantém o frescor e a atualidade.   

 “Eu tinha uma trupe do terceiro colegial ou cursinho, não lembro bem, e a gente fez uma brincadeira de cada um escrever uma frase para aquela canção que estava nascendo. Cerca de 10 pessoas escreveram. Fiquei com o papel e depois comecei a brincar com a letra. Nisso, as pessoas sempre perguntavam se eu tinha alguma música pra mostrar. Resolvi pegar aquele velho papel, reli e comecei a mexer na letra para o mundo de hoje, pois a desigualdade social continua sempre aí. O Bruno rearranjou essa música que tinha só três acordes de uma forma espetacular. ”   

O nome do disco (Eu vou fazer qualquer negócio pra sair do ócio) surgiu graças ao parceiro de longa data, Bruno de La Rosa, que pensou muito no amigo quando a compôs. Conrado contou que a letra tem tudo a ver com o seu estilo pacato e tranquilo.   

“Estava conformado com meu público das noites, sem me preocupar com gravações. Ele escolheu essa música a dedo para dar nome ao trabalho, eu me vi nela e ele conseguiu me tirar do ócio. Me deu uma motivação enorme em ver o desenvolvimento do disco. Vamos tirar o Conrado da rede, era o que se dizia”, lembra.  

Quem tem hoje mais de 35/40 anos e frequentou a noite santista em 2005, lembra que o Conrado tocava no bar Galeria, no centro de Santos, e o Bruno, no Espelunka, em São Vicente.  Certa vez, o Bruno, então com 17 anos, apareceu no Galeria, acompanhado de dois senhores. No intervalo da apresentação de Conrado, esses amigos do jovem pediram ao cantor para deixá-lo fazer uma canja. Conrado, que sempre foi muito generoso, deixou o garoto tocar e cantar.   

Ele ficou espantado com a voz o jeito de tocar. “Meu Deus do céu, quem é esse moleque?”, lembrou do sentimento da época. A partir daí, bateu o santo musical e desde então passaram a dividir palcos, exceto por um período de sete anos em que ficaram sem se ver por conta de trabalhos do Bruno fora de Santos.  Inclusive, nas seis apresentações ele estará ao lado do amigo violonista. 

“É uma amizade que vou levar pra vida toda. Ele confiou em mim e, nesse sentido, ele é o grande amor da minha vida, meu irmão, que dá bronca, mas que acredita em mim e nele. É um talento enorme que tenho ao meu lado e que me dá enorme alegria. ”  

E, para encerrar, quem é Conrado Pouza aos olhos do próprio Conrado Pouza?  

“Hoje, eu enxergo um pouco mais. Quando a gente começou moleque, tanto eu como o Bruno, como qualquer um que começa, se deslumbra com a arte, com o público, com o palco,  mas não sabe direito o que está fazendo. Apenas gostava daquilo e as pessoas também. Agora, com 41 anos, analisando, até hoje as pessoas têm respeito pela nossa carreira e eu e o Bruno entendemos o que fizemos em nossa geração. Atrás de mim surgiram outros, as pessoas falam ‘você puxou uma nova geração de músicos’. Geração regional, de Santos, nós sabemos disso, mas não sentíamos o quanto isso era importante. Casei pessoas, pessoas se conheceram, tiveram filhos, sempre trazendo nossa MPB, desde ‘Pelo telefone’ até as canções contemporâneas, sempre defendendo a boa música. Hoje eu vejo que o Conrado foi um cara ousado, muito verdadeiro, sem seguir muito as regras, mas sempre acolheu muita gente, sempre foi honesto, de bom caráter, sempre foi do povo. Enquanto músico, eu era público também, era amigo dos funcionários da casa, dos frequentadores, eu era o artista que falava ‘nem sou, todos são’.  Acho que continuo o mesmo, independentemente do sucesso na noite santista. E sempre pé no chão, com  humildade, e agora muito feliz porque o Bruno me tirou do ócio, a gente fez esse lindo álbum. Aliás, ele me disse que eu não posso ficar aqui pra sempre, tenho de sair pro mundo e tentar a sorte, levar minha arte para outros cantos do Brasil. Finalizando, o Conrado é esse: um amigo verdadeiro, que abraça todo mundo, que tem carinho por tudo, pelas pessoas e especialmente pelo público, que tem certeza que sabe quem eu sou.”  

Fonte: Diário do Litoral

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