A Polícia Civil de São Paulo passou a investigar como morte suspeita o caso da soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada em seu apartamento no Brás, região central da capital, em 18 de janeiro. Inicialmente registrado como suicídio no 8º DP, o caso teve a natureza alterada para permitir apuração detalhada das circunstâncias.
Segundo o boletim de ocorrência, Gisele teria efetuado um disparo contra a própria cabeça. Ela foi socorrida por equipes da PM, levada de helicóptero ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
O marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, relatou que estava no banheiro quando ouviu o tiro e que encontrou a esposa caída no chão, com a arma na mão. Ele afirmou que o relacionamento enfrentava crises motivadas por ciúmes e denúncias anônimas contra ele, inclusive com suposto uso de imagens adulteradas por inteligência artificial.
A mãe da vítima, Marinalva Vieira Alves, contesta a versão e afirma que a filha vivia um relacionamento abusivo, com restrições impostas pelo marido, e que pretendia se separar. Segundo ela, Gisele chegou a pedir ajuda ao pai dias antes da morte.
Após o ocorrido, o oficial solicitou autorização para retornar ao apartamento e tomar banho antes de ir ao hospital, o que foi inicialmente negado e depois permitido. A justificativa apresentada foi a necessidade de permanecer longo período fora de casa.
Na residência foram apreendidos três celulares, uma pistola calibre .40, munições e roupas que passarão por perícia. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.
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Fonte: CNN Brasil







